Visando a comercialização da ação produtiva da caprinovinocultura, bem como a forma de organização, o Seminário aconteceu nos dias 23 e 24 de março, no município de Juazeiro da Bahia.  

Contribuir com o desenvolvimento econômico, acolher as famílias e prestar apoio junto à comunidade, foram um dos assuntos abordados no encontro.  

Entre exposições de experiências e discussões sobre como manter as atividades em relação a caprinovinocultura, houve também o momento de consolidação das discussões por cada produtor, técnico e estudante presente, e isso mostra a importância direta em agregar ainda mais na construção das políticas públicas. 

Pensando no fortalecimento e acesso das famílias que vivem da caprinovinocultura, o presidente da Central da Caatinga, Adilson Ribeiro afirma que todo o processo precisa ser justo, e que as/os produtoras/es precisam estarem engajados. “É um projeto nosso. Nós produtores precisamos transformar isso numa política de desenvolvimento e que esteja na base de produção de todos vocês.  Qualidade de vida também é conhecer. Quando a gente conhece, a gente procura o que realmente tem direito pra estabelecer uma qualidade de vida para nossa família”, explica Adilson.  

Com espaço para falas e exposição de experiências e dados sobre como a Caprinovinocultura vem se desenvolvendo.  Como resultado das contribuições dos participantes, foi construído um documento, de forma coletiva, com propostas que visem não só a carne do animal, mas também o leite, a comercialização, crédito ATER e políticas públicas. 

Um dos motivos para a realização desse seminário, é justamente ouvir as/os produtoras/es que estão na base e que dão continuidade no processo produtivo. Portanto, não faria sentido realizar um evento de grande relevância como esse, e deixar por fora, quem lida diariamente com as dificuldades e as delícias de ter a caprinovinocultura como parte da vida.  

Para o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, o momento de consolidação das discussões só fortalece. “É importante termos sugestões e críticas que está vivenciando, na prática, a caprinovinocultura, pois isso é uma forma de manter, atualizar e criar novas políticas públicas”, ressalta Wilson. 

Tomando consciência da grande potência que se tem a partir da caprinovinocultura, enfrentar grandes desafios como o desmatamento, a falta de terra para rebanhos, assessoria técnica continuada e um meio de inserir os jovens como caprinocultores, é uma forma de dar condições para as produtoras/es se fortalecerem em comunidade e expandir o seu negócio. 

E é pensando em experiências que deram certo, que o produtor de ovinos, Marcos Gonçalves relatou sobre sua trajetória. “Sou um pequeno produtor, mas tenho a de me tornar um grande empreendedor através da caprinovinocultura. Hoje a gente não depende só do mercado local, hoje a gente pode mandar o nosso produto para outros mercados”, relata o produtor. 

O evento foi realizado pela Central da Caatinga em parceria com o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), contando com o apoio do Pró-Semiárido que é executado pela CAR, Governo da Bahia e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). 

II Seminário Interterritorial de Caprinovinocultura aconteceu em Juazeiro/BA

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